Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Cone leste Paulista


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A historia de São Paulo

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Algo de sua história:
Com a fundação da cidade de São Vicente, no Litoral Sul do Estado de São Paulo,
no ano de 1532, a primeira Vila Brasileira, Martim Afonso de Sousa dá inicio à ocupação do território
brasileiro e seu povoamento, começando pelo Estado de São Paulo e iniciando assim a colonização
brasileira pelos Portugueses. Alguns anos depois, os colonizadores sobem a Serra do Mar em direção ao
planalto, vindo a fundar diversos povoamentos, entre os quais a Vila de São Paulo de Piratininga, no ano de 1554. Um dos principais cultivos com fins à exportação, foi a cana de açúcar, que após beneficiada viraria açúcar com o fim de ser exportado para a Europa. No entanto, este não foi o destaque de desenvolvimento, o qual se encontrou com o cultivo de outros produtos, como a mandioca e o milho, além claro, da criação de gado.

 
Nas primeiras décadas do século XVII, os paulistas começaram a organizar as bandeiras, as quais foram designadas para adentrar sertão a fora em busca de mão- de-obra indígena e de minas de ouro. Na última década do século XVII, os bandeirantes paulistas descobrem ouro na região onde hoje está o Estado de Minas Gerais. Após os confrontos com os emboabas (forasteiros portugueses e brasileiros), se dirigem para o centro-oeste, encontrando mais minas de ouro, nos hoje Estados de Goiás e Mato Grosso, isto nas décadas de 1720 e 1730. Este período de grande movimentação e de procura, levou ao surgimento de muitos "pousos" (locais de descanso e abastecimento), que depois viraram pequenos aglomerados populacionais e posteriormente viraram Vilas e que, nos dias de hoje são grandes cidades. No entanto, com o esvaziamento das minas, ou seja com a escassez do minério, a colônia passou por um longo período de estagnação econômica. Este período ficou conhecido como o "Ciclo do Ouro", ou seja o primeiro grande marco econômico da colônia e de renda da colônia portuguesa.
 
O Ciclo do Café
- A então província de São Paulo só volta a ter destaque no cenário da colônia com o inicio do "Ciclo do Café" (Ouro Verde), cujo sucesso e sua rápida expansão, ocorrida na segunda metade do século XIX, veio a se estender por quase toda a província  mas, que teve seu auge de produtividade na região atualmente denominada de Vale do Paraíba, cujo sucesso espalhou as fazendas produtoras de café, para quase a totalidade do território paulista. Posteriormente o Estado do Rio de Janeiro, também veio a ser considerado como grande produtor cafeeiro, não tendo, nunca, no entanto, conseguido superar os paulistas. Com o fim da escravatura no Brasil, motivada pela assinatura da Lei Áurea e da Lei do Ventre Livre, pela Princesa regente D. Isabel, a mão-de-obra escrava passa a ser substituída por milhares de imigrantes portugueses, italianos, espanhóis, eslavos e por fim japoneses. O Café, exportado para a Europa e o resto do mundo, pelo porto de Santos e pelo porto de Paraty com destino a Angra dos Reis e depois à Europa, impulsionou de tal forma a economia da colônia, que cidades como Bananal chegaram a ter a sua própria moeda e a servirem de avalistas junto à Corte Inglesa em empréstimos internacionais, feitos à Coroa. A riqueza proveniente dos cafezais e de uma incipiente indústria sustenta a liderança paulista no movimento republicano e na República, em seu primeiro período. Mas a opção pela defesa do café na ocasião da quebra da Bolsa de Valores de New York provoca o rompimento dos acordos entre as oligarquias tradicionais, especialmente a política do café-com-leite entre as províncias de São Paulo e Minas Gerais, cuja conseqüência foi a Revolução de 1930.
 
Desenvolvimento Industrial
- São Paulo tenta reagir ao centralismo da Era Vargas, na Revolução Constitucionalista de 1932, mas é derrotado. Mantém-se, porém, com o pólo econômico de maior potencial do país, fincando-se gradativamente como vanguarda de industrialização e da modernização brasileira. Paralelamente ao expansionismo agrícola (café, cana-de-açúcar, soja, milho, feijão, trigo, banana, laranja), o estado tem extraordinário desenvolvimento industrial. Crescem as industrias de transformação de aço, cimento, máquinas e componentes e, principalmente, as industrias de bens de consumo , como tecidos, alimentos, remédios, higiene e limpeza e, de bens duráveis, como automóveis, aviões e eletroeletrônicos. Concentrando o grande fluxo de investimentos multinacionais americanos e europeus e, as crescentes correntes migratórias internas e externas, São Paulo aumenta consideravelmente sua população e consolida seu poderio econômico.
 
Localizado na Região Sudeste do país, São Paulo é o Estado com a maior produção, o maior parque industrial e a maior população, firmando-se, assim, como a maior força econômica e política brasileira. Imigrantes Italianos, Portugueses, Espanhóis e Japoneses, entre outros, contribuíram de forma real e forte na construção desta riqueza. Responsável por mais de 1/3 do PIB nacional (1998), São Paulo destaca-se por seu parque industrial (que responde por 40% da produção nacional), instalado principalmente na sua capital e municípios vizinhos. Somente na região metropolitana estão concentradas 52% das industrias paulistas. A partir da década de 80, com a migração de algumas empresas e a instalação de outras, o interior paulista começa a se transformar em um dos principais pólos industriais do país. Entre o ano de 1995 e meados do ano de 1999 recebe 82 bilhões de dólares em investimentos, o que equivaleu a 68,65% do total aplicado no estado, no período, segundo dados da Fundação Seade.
 
Entre as áreas a destacar estão a cidade de Campinas (principal centro industrial do interior do Estado), onde se encontram instaladas grandes empresas de informática, telecomunicações e petroquímica, entre outras, que convivem com centros de pesquisa e universidades de primeira linha. O segundo maior pólo do interior se situa no Vale do Paraíba Paulista, se destacando pelo grande potencial tecnológico, cuja indústria é bastante diversificada, produzindo desde produtos de higiene e limpeza até automóveis e aviões.
 
Qualidade de Vida
- Impulsionado pela exigência de uma mão-de-obra qualificada, as cidades do interior do Estado de São Paulo, têm atraído cada vez mais instituições de ensino superior e técnicas. Campinas, São José dos Campos, Taubaté, São Carlos, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, entre outras, reúnem algumas das mais importantes Faculdades do Estado. Com boas ofertas de trabalho de ensino, o interior vem-se tornando uma opção para muitas famílias, que se mudam da capital, em busca de uma melhor qualidade de vida e de um futuro mais promissor para seus filhos.

Agropecuária - A agropecuária paulista ocupa 70% da área do Estado. É bastante diversificada e possui um ótimo padrão tecnológico, líder em agronegócios, o estado é responsável por um terço do PIB agroindustrial do país. São Paulo lidera a produção nacional de frutas, com relevante destaque para a laranja. É também o primeiro em produção de cana-de-açúcar e legumes, e um dos maiores produtores de grãos, café, leite, aves e ovos.
 
Exportação e Valores Agregados
- Na área do comércio exterior, São Paulo responde por 35% de todas as exportações brasileiras, com mais de 38 bilhões de reais exportados anualmente. Dos produtos paulistas exportados, 91% são industrializados. Do total de suas exportações; 26% vão para o MERCOSUL, 21% para a América do Norte, 17% para a Europa, 11% para outros países da América do Sul, 6% para a Ásia e 19% para outros países.

 
A Avenida Paulista, que antes abrigava os casarões dos Barões do Café e o Palácio dos Matarazo, abriga majestosos edifícios de linhas horizontais acentuadas e é o grande centro financeiro do Estado e o maior do País.
 
Tradição e Turismo
- Aqui começou o desenvolvimento do Brasil. Assim, e para isso contou com a colaboração de Portugueses, Espanhóis, Italianos que na sua miscigenação étnica, fincou tradições, que em associatividade formaram grandes culturas e hoje originam festas, que já se tornaram tradicionais. Como a Festa do Divino, o Carnaval, o Bumba-meu-boi, a Dança das Fitas, o Tropeirismo, as Cavalhadas, etc. Rica em tradição, rica em história, agora além das atrações naturais, estão em foco novos segmentos turísticos que são, o turismo de negócios, o turismo rural e o turismo de aventura e histórico. Os grandes casarões, das antigas fazendas de café, estão virando centros de recepção para visitantes que queiram usufruir da paz de um final de semana ou de umas férias na fazenda; As cidades históricas mostram para seus visitantes suas festas, suas tradições e seus monumentos históricos e seiscentistas construções; Enfim, os paulistanos têm à disposição um conjunto diversificado de opções de lazer. Um Litoral preservado, especialmente no que tange à sua parte mais ao Norte, com algumas de suas praias ainda virgens, livres de grandes incursões urbanísticas; a Festa do Peão de Boiadeiro da cidade de Barretos, a Estância Turística de Campos do Jordão, a principal Estância de Inverno e o melhor clima de montanha do Mundo. Enfim quer conhecer mais sobre o turismo no estado de São Paulo, visite o site da Gazeta Valeparaibana, lá encontrará tudo sobre os diversos circuitos turísticos e, sobre o Estado de São Paulo, de forma documentada e de leitura agradável.