Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Cone leste Paulista


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Curso de Culturas e Tradições

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Projeto incorporado ao projeto de música

SaciArte – Culturas e Tradições
 
É crescente o reconhecimento da importância da dimensão cultural para o desenvolvimento humano. Algumas comunidades brasileiras são exemplos de que a ação coletiva em torno da retomada e da organização de manifestações culturais populares pode gerar benefícios sociais e desenvolvimento comunitário. Como integrar as iniciativas já desenvolvidas pela sociedade civil organizada a uma política de ações governamentais? A OSCIP Formiguinhas do Vale propõe que somente através do conhecimento e do ensino lúdico, poderemos incentivar crianças e coletividade, a preferirem o que é nosso e faz parte de nossa identidade a modismos e culturas que não são nossas. Propõe assim, a educação com a população local, além de realizar oficinas e espetáculos.

 
Durante muitas décadas, os bens culturais e simbólicos oriundos das classes populares estiveram à margem de qualquer política de proteção e preservação. O Decreto-Lei 3551 (de 4 de agosto de 2000) representou um passo adiante no esforço –iniciado pela Constituição Federal de 1988– de valorizar o patrimônio imaterial e regulamentar a relação entre Estado e culturas populares.
Criadas de modo geral por grupos excluídos dos processos de desenvolvimento e distribuição de riqueza (indígenas e negros, sobretudo), as culturas populares foram e têm sido, em muitos sentidos, formas de auto-afirmação e de resistência. Muitas das comunidades que detêm os saberes e modos de fazer tradicionais continuam enfrentando, no presente, problemas graves de sobrevivência. Neste campo, portanto, não há como dissociar políticas culturais de políticas sociais.
 
Algumas questões foram por nós estudadas:

 
Se as manifestações culturais populares correspondem a um processo vivo de aprendizado, transmissão e recriação de saberes e fazeres, não é de se estranhar que as novas gerações se relacionem com suas referências de modo dinâmico e criativo. Como salvaguardar direitos comunitários sem tolher a liberdade de criação e expressão dos indivíduos?
 
Dentro do ensino formal desenvolvido pela escola brasileira, como inserir a questão da transmissão oral dos conhecimentos, central para tantos grupos sociais em nosso país? Em que medida e de que maneiras grupos étnicos e/ou religiosos podem desenvolver escolas diferenciadas, com outros conteúdos e outras metodologias de transmissão do saber? Como pensar o conceito de oralidade nos tempos que correm, em que a TV está presente em quase todos os lares e a rede internáutica se espalha, pondo a conversar pessoas e realidades antes distantes?
 
Em tempos de globalização, o capital cultural de uma nação (tradição e diversidade) é valor em alta – a cada dia, cresce o interesse pelas culturas locais, por aquilo que é singular, localizado e enraizado em seu contexto e circunstância. Valorizar a diversidade converteu-se em gesto estratégico, do ponto de vista político e econômico. Mas falar em diversidade é também falar em tolerância, em respeito às diferenças, em valorização da alteridade.
 
De modo geral, as culturas populares continuam à margem do atual mercado cultural brasileiro, aquecido pelo patrocínio de empresas que exercem a renúncia fiscal via Lei Rouanet. Às empresas interessa visibilidade – alvo, de modo geral, bem distinto do alcançado por manifestações criadas e recriadas no seio de comunidades e grupos situados (social e geograficamente) à margem das instâncias de poder, decisão e circulação midiática de informações. Quando incorporadas à indústria cultural, as manifestações populares muitas vezes sucumbem ao tempo ditado pelo entretenimento, e raramente essa incorporação se dá sob o controle das comunidades criadoras.
 
Nesse esforço, idealizamos este curso e o anexamos ao Curso de Inicialização Musical, afim de uma forma lúdica ir introduzindo o conhecimento.
 
 
Filipe de Sousa
colturas_tradicoes_populares