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Poemas de


Joaquim Fernando Baptista

Autor Português radicado
na Alemanha por 35 anos
hoje residente no Brasil
O choro da Liberdade
 
Autoria : Joaquim F. Baptista
Neuss - Alemanha - 30.04.2006

 
Verto lágrimas pela liberdade
Quando levanto, desprendo me
Dos sonhos que durante a noite tive
Do medo, das turbulências que me acompanham.
 
Lágrimas escorrem pelo rosto
Viram sangue da luta infinita
Grito, tento tudo para dizer te,
A dor que aperta meu sufoco
 
Tento a todo o esforço jogar palavras para fora
Mas o que sai são as lágrimas pesadas
Que com soluços me custam exprimir
A dor que me prende dentro do meu intimo.
 
Olhos espantados sem objectivos
De crianças perdidas em vozes do silêncio
Pois sabendo que encontram um mundo surdo
Onde a Liberdade só existe na escrita.
 
Deito lágrimas de ver tanto sofrimento
De escutar gritos e nada poder fazer
Sinto-me amarrado, perdido,
sem forças para exercer acção
O que me resta, é meu choro da Liberdade.
 
Deito lágrimas pela Liberdade
Que um dia tinha, e hoje não existe mais
Somos apenas escravos da vida que nos apanhou.
Surpresa? Não! Pois somos escravos da Liberdade
Que só existe em papel escrito pelas mãos
De quem promete e não quer cumprir.
 
Hummm... Que bom seria
Poder verter lágrimas de alegria,
de ver crianças brincando, vendo os adultos,
com sensibilidade reconhecendo que mesmo crianças
têm o direito à verdadeira liberdade.
 
Deixamos nossos corações brotar alegria
Deixamos de ser presos pela ignorância
quenos amarram, oprime nossas vontades
gritando com choro no rosto,
pela verdadeira Liberdade.
 
Este poema pode ser lido com musica e formatado em

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